Festival gringo e alternativo = pessoas calmas que não pulam tanto ou enlouquecem. Toalha de picnic espalhada por toda a grama, que veio com a mochila de graça mais desejada, flores na cabeça e mãos, brindes, bandas que não gostam de cantar e sensação de paz. Tudo isso vezes três.
Aqui no porto acontece durante três dias o Nos Primavera Sound, uma versão do conhecido Primavera Sound de Barcelona. O line up foi composto por bandas mais alternativas e nada como as comerciais que a maioria das pessoas está acostumada. Pude ver de perto Air, Battles, Kiasmos, Sigur Ros, Animal Collective, entre outros. Queria muito ir, porque as propagandas são bem bonita e fazem parecer o evento mais fixe do ano, mas não era fã de nenhuma atração para pagar mais 50 euros.
Soube que existia a opção de ser voluntário e poder aproveitar os shows trabalhando de graça, mas não fazia ideia de como me candidatar. Um belo dia, na aula de Relações Públicas, o professor decidiu sortear alunos para trabalhar na imprensa e, felizmente, uma dos chamados.
Achei que meu trabalho seria até que importante e de grande aprendizado. Lá descobri que a tarefa era fiscalizar os fotógrafos, para que não tirassem fotos nas músicas não autorizadas, não usassem flash, nem fizessem vídeos. Tirei disso que jornalistas e fotojornalistas podem ser mesmo muito chatos e reclamões (espero não ficar assim) e eu consigo ser uma segurança bem pé no saco.
O lugar tem muito verde, barracas de marcas de roupas, comidas, tenda para fazer coroa de flores de verdade, chá e pipoca de graça e muita good vibe. Valeu muito a pena causar a raiva do pessoal de revistas e jornais famosos, mas que para mim não faziam diferença.
Quem sabe um dia não volto
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1 comentários
Volta logo pro Brasil pra me passar essa paz toda!
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