Sobre
A vontade de criar um espaço virtual para falar sobre viagens da vida surgiu da notícia de
uma bolsa de intercâmbio para Portugal. A euforia transbordou e me vi não
querendo mais guardá-la para mim. Resolvi contar as façanhas que seriam
vividas. Começou da sala de aula da Universidade do Porto, do apartamento
segundo-esquerda na Rua Miguel Bombarda –a rua da arte-, e terminou num
aeroporto pequeno de Budapeste, o último lugar a ser explorado depois de nove
países.
Ao
pesquisar “blog de viagem” no Google o número de resultados encontrados foi de aproximadamente
14.300.000. Não faltam textos com dicas
de roteiros, preços, melhores acomodações, etc. Antes de embarcar, também usei esse
material e vi que não seria preciso mais um portal de mesmo assunto. Mas aventuras
internacionais são de curiosidade de todos, os sentimentos, perrengues e descobertas. Para encontrar o melhor hotel, existe o TripAdvisor, que te ajuda a fazer uma boa escolha. A diferença entre site de pesquisa e o blog está na personalidade que carrega nos ombros a mochila. Peregrina
de Papel é lugar de experiências, que podem ou não serem de proveitos pessoais,
mas pode entreter e agradar os olhos de quem lê.
Porém, o
intuito não acaba aí. A palavra peregrina diz mais que ir apenas de um lugar
para outro, mas é achar seu próprio trajeto, aquele que trará a tão sonhada
felicidade plena no fim de tudo. No dicionário, peregrino significa aquele
"que está nesta vida para passar à eterna". Não é apenas através de
aviões ou barcos, hotéis ou apartamento alugados que se faz o roteiro da vida,
tão repleto de congestionamentos e tropeços. Nem todos acertam de primeira, ou
melhor, nem todos acertam. Essa busca que decidi ser a hora de compartilhar.
De papel,
porque os relatos são escritos, mesmo que não mais em folhas, o ritual continua
o mesmo. As páginas num blog fizeram possível eternizar pensamentos e opiniões.
Aqui,
poderei falar sobre qualquer coisa que pintar vontade. Como muitos estudantes de
jornalismo, é do meu gosto escrever crônicas, narrativas, contos e outros estilos,
que às vezes nem eu sei qual. Não que eu necessariamente escreva bem. O
critério é seu. Mas se resolver ficar para ler, será bem-vindo.

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