A janela continuava pequena, as aero moças, menos arrumadas, e os avisos, simples desenhos no assento da frente. A cor amarela forte da Ryanair não me deixava dormir as 6 da manhã. Não havia caído no sono, sabia que não acordaria, mas faltou o conhecimento da falta de conforto nesses aviãozinhos. Meu chefe falara da empresa como se fosse mágica. 1 euro e se vai a Paris e volta. 160 e mal chegara a Marrakesh. Diferente de dentro de meu país, os pequenos transportes que voam me levam a outro pais, não a outro estado.
Não era tão ruim assim. Talvez minha amiga estudante de fisioterapia fizesse outra massagem após essas duras poltronas. Daqui nove horas, as dores não importarão mais. Meus olhos se acostumarão ao reflexo de quererem se fechar e os pensamentos se voltarão ao deserto e aos camelos. Espero serem mais confortáveis que o low cost que pegada pela primeira vez. O cost não parecia tão low, mas sabia que a altura era a mesma. Isso que importava, talvez.
crônicas
textos
viajar

0 comentários:
Postar um comentário